Arquivo mensal: agosto 2011

Biblioteca Municipal Ascânio Lopes terá nova cede

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Exposição “Filhos da Terra” no Centro Cultural Eva Nil

Filme em cartaz – Sobrenatural

Em ‘Sobrenatural’, uma família, que acabou de se mudar para uma casa nova, descobre que um espírito do mal está dentro da casa ao mesmo tempo em que o filho do casal entra em coma de maneira inexplicável. Tentando escapar das assombrações e para salvar o menino, eles se mudam novamente e percebem algo terrível que os deixa desesperados: não era a casa que estava
mal-assombrada.

Gênero: Suspense
Duração: 103 Min.

Estreia: 19 de Agosto

Horário: 19:30

Cataguases vai financiar 17 projetos pela Lei Ascânio Lopes

A comissão julgadora do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (CMIC) divulgou hoje, 18 de agosto, a relação de 17 projetos que foram aprovados e serão financiados pelo Município, através da Lei Ascânio Lopes – Lei nº 3.746/2009. Ao todo a Prefeitura de Cataguases destinou R$ 161.684,78 para financiar os projetos de 2011.  Manifestações folclóricas, música, artes plásticas e literatura estão entre os temas escolhidos nesta segunda edição do programa. De acordo com o edital, os autores têm o prazo máximo de dez meses para a realização de suas propostas.

Em 2011, 59 projetos foram inscritos e analisados pela Comissão Municipal de Incentivo à Cultura (Cmic), formada, através de decreto, por representantes da administração municipal e da sociedade civil. Dela fazem parte o Secretário Municipal de Cultura, José Vítor Lima, o Vereador Vicente de Paulo Dias, os servidores públicos Mauro Fachini Gomes e José Otônio Ribeiro Pacífico, o jornalista e escritor Rosário François Fusco e o membro da Associação dos Criadores de Arte e Entretenimento de Cataguases (Acriar), Maurício do Valle Rufino.

Este é o segundo ano em que a Prefeitura de Cataguases abre edital para financiamento de projetos culturais de artistas locais, seguindo a Lei 3.746/2009, denominada Lei Ascânio Lopes, que foi sancionada pelo Prefeito Willian Lobo de Almeida em 9 de junho de 2009. Em 2010, o Programa Municipal de Incentivo à Cultura recebeu a inscrição de 36 projetos de artistas e produtores culturais de Cataguases. Destes, 15 foram selecionados pela Cmic, nos termos das disposições previstas no Decreto Municipal nº 3.609/2009. Ao todo, a Prefeitura disponibilizou R$ 130.946,35 para estes projetos no primeiro ano da aplicação da lei.

Confira a seguir a lista completa dos projetos aprovados:

  1. 1º Festival de Viola de Sereno e Glória com Vaca-atoladaRômulo Nivaldo Rodrigues Medeiros
  2.  2º Festival de Calango Mineiro e Feijão Ferrado de CataguarinoVirgínio da Costa Rios
  3. 2º Festival de Marchinhas de CataguasesEduardo Roberto dos Santos
  4.  Arte IntineranteRicardo Paiva
  5.  Baião de duas – Anna, Maria & Gonzaga – Anna Cristina Valle Quintão
  6.  Cataguases  – A princesa da Zona da MataDaniel Bonzi Fachini Gomes
  7. Congresso de Arquitetura, Turismo e Sustentabilidade – CATS – Elizabeth Alves Kropf
  8. Cortejando – Cine-teatroFernanda Godinho de Araújo Cruz
  9. Crônicas de Manuel das NevesAquiles Branco Ribeiro
  10.  Felica – Festival Literário de CataguasesJosé Geraldo Rodrigues Filho
  11.  Lengalengando (Paráfrases em sala de aula)Edileusa Luzia Moreira Pereira de Souza
  12.  O Azul da PoesiaLuiz Lopez
  13.  Pira-poré brinca na mataMaria Sóter Vargas
  14.  Poesia e Preconceito na vida e obra de Cruz e SousaMaria Aparecida Filipe Ferreira
  15.  Pomba Poema & Outros RiosRonaldo Werneck Silva
  16.  Sexta Básica – Música e Alimento ao alcance de todos – 2ª Edição – Vera Lúcia Gonçalves de Souza
  17.  Uma Verde HistóriaJoaquim Branco Ribeiro Filho

Comemoração do Dia do Foclore em Cataguases

Cataguases receberá atividades culturais visando conscientização ambiental

Não são vesgos os olhos de Maquiavel

Marcos Vinícius Ferreira de Oliveira *

Muito já se escreveu sobre a importância que Machado de Assis conferiu ao olhar em Dom Casmurro (1899), sua obra mais enigmática. Não sem razão, pois os mesmos olhos que fascinaram o obsessivo Bento Santiago foram responsáveis pela sua ruína. Os famosos “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” no dizer do agregado José Dias sobre Capitolina, a vizinha que desde a infância encantava o moço que haveria de ser padre. Não foi. Casaram-se Bento e Capitolina. O restante da narrativa é conhecido até por quem nunca pôde ler a obra.

E agora, em 2011, o olhar retorna ao centro de uma narrativa na qual o espectro de Dom Casmurro vem se juntar a referências intertextuais diversas para formar a trama de Os olhos vesgos de Maquiavel, de Fernando Cesário.

No entanto, engana-se o leitor que, como diria o finado Brás Cubas,  “tem pressa de acabar logo o livro” e, a partir do título e das explícitas referências, direciona a leitura dos “olhos vesgos” apenas para o aspecto “enviesado” da paixão do professor Vicente, protagonista do romance, pela jovem aluna Cristina.

Fernando Cesário é desses escritores afeitos ao artesanato da narrativa, à elaboração minuciosa de cada uma das cenas dos seus romances. Portanto, seus livros carregam o leitor para dentro do universo da trama, com vagar, com paciência e maestria, para, de um só golpe, arrancá-lo de qualquer possível estado de conforto.

Em Os olhos vesgos de Maquiavel, o protagonista reúne a um só tempo características do estudioso, já que é  professor, e do diletante, daquele que funda seus conhecimentos em leituras desordenadas, escolhidas sem método.

Dessa mistura, resulta um memorialista sensorial, pouco interessado em cronologias ou rigores metodológicos.

A paixão pela aluna, cercada de interdições éticas e vivida mais no campo do escrutínio atento do que no plano da realização carnal é matéria para que o atormentado e tímido professor vá se revelando um homem imaturo, pouco experimentado nas artimanhas da sedução. A aluna Cristine, no entanto, apesar da idade, demonstra-se mais ousada, mais livre de amarras, embora seja visível o gérmen trágico que ela transporta nos olhos.

No embate entre o temperamento contido do professor, tentando equilibrar suas ações e pensamentos tendo como alicerce uma frágil teia de convicções, e a avidez da jovem aluna, disposta a jogar com os perigos das bruscas rupturas, não há vencedores. A força dos sentimentos, assim como aprendemos com os gregos trágicos, rompe a ordem, desequilibrando o que era só aparentemente equilibrado.

Prestes a completar cinquenta anos, forjado no universo da cultura letrada, o professor Vicente é surpreendido pela exatidão dos encantos inesperados. A vida que já se encaminhava para um outono sem viço reinventa-se, torna-se pulsante, perturbando suas poucas convicções.

Diante da inocência maliciosa da jovem aluna, consciente da avidez necessária aos que se sabem efêmeros para este mundo, o professor Vicente atira palavras ao papel em busca de entendimento para o que, afinal, pode a razão perante a torrente avassaladora da paixão.

A fina ironia de Fernando Cesário revela enfim que não foi com olhos vesgos que Maquiavel compreendeu a necessidade de os mortais protegerem-se de suas próprias fraquezas.

 * Professor de Literaturas Africanas e de Língua Portuguesa UNIS/FIC, Doutorando em Literatura na UFJF

Filme em cartaz – Cilada.com

Bruno foi flagrado traindo sua namorada durante uma festa de casamento e levou um pé na bunda. Por vingança, ela publicou na internet um vídeo seu transando com ele, que pagou o maior mico por causa de uma ejaculação precoce. As imagens viram um sucesso e Bruno uma celebridade, só que da pior forma possível. Agora, sua única saída é tentar provar para todo mundo que é bom de cama. Ele passa a recorrer a antigas namoradas, no intuito de registrar declarações delas em vídeo, ao mesmo tempo em que tenta encontrar novas parceiras. Paralelamente, Bruno tenta conseguir o perdão de Fernanda.

Estreia: 05 de Agosto

Horário: 19:30

Duração: 95 min

Gênero: Comédia

CataguasesViva e Mezzo Comunicação lançam concurso cultural

REGULAMENTO DO I CONCURSO FRASE PREMIADA

APRESENTAÇÃO

O Site CataguasesViva, em parceria com a Mezzo Comunicações,  lança a promoção FRASE PREMIADA para estudantes do Ensino Fundamental II. Os alunos terão que criar uma frase sobre uma peça artística, monumento arquitetônico ou alguma entidade ou pessoa do meio cultural da cidade de Cataguases, objetivando incentivar os estudantes a expressarem seus conhecimentos de forma ampla seguindo a temática e o gênero proposto.

ARTIGO I – DO OBJETIVO

Desenvolver o pensamento, a curiosidade, a criatividade, a originalidade e o raciocínio dos alunos de escolas públicas e privadas do município.

ARTIGO II – DAS INSCRIÇÕES

O Concurso Municipal de Redação do site CataguasesViva será realizado no período compreendido entre 15/08 e 02/09 de 2011.

O aluno poderá participar a partir da escolha de um patrimônio arquitetônico, peça artística ou cultural de Cataguases e elaborar uma frase sobre escolha de no máximo 5 linhas.

Poderão participar todos os alunos do Ensino Fundamental II. Para participar do Concurso, o(a) concorrente deverá estar regularmente matriculado em escolas da cidade de Cataguases-MG.

Ainda, para validar sua participação o(a) concorrente deverá enviar junto com sua frase informações básicas, tais como:

– Nome do aluno;

– Data de nascimento;

– Série;

– Escola;

 Sem essas informações a frase será, automaticamente, desclassificada.

 É imprescindível que o candidato(a) guarde consigo o original, para que possa provar que ele é realmente o vencedor.

A frase deverá ser escrita em Word, tamanho A4, Times New Roman, tamanho 12.

 As redações que não estiverem dentro dessas especificações também serão, automaticamente, desclassificadas.

 O(a) concorrente deverá enviar sua frases para o e-mail atendimento@cataguasesviva.com

A data limite para a entrega da redação é 09/09/2011. Para efeito de participação, será considerada a data de envio do e-mail.

Qualquer data posterior à designada como data limite desclassificará automaticamente a redação.

As redações serão julgadas por uma comissão composta pelo CataguasesViva e Mezzo Comunicações.

A decisão da comissão julgadora será considerada irrevogável, não cabendo por parte do participante qualquer tipo de ação recorrente.

A frase será desclassificada caso a comissão perceba que a mesma não foi escrita pelo aluno.

ARTIGOS III – DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

O texto produzido será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

a) Adequação à proposta e ao gênero.

b) Argumentação (fuga do senso comum, unidade, progressão temática)

c) Coesão (ligação de idéias, substituição, paragrafação)

d) Coerência (clareza, organização das ideias)

e) Gramática do texto (acentuação, ortografia, pontuação, concordância, regência)

 

ARTIGO IV – DA PREMIAÇÃO

Serão contemplados com um certificado os 5 primeiros colocados e aqueles dois que obtiverem a maior nota dentre todos os participantes serão contemplados da seguinte maneira:

1º colocado: 1 banner: 120 x 90 + 500 postais (contendo a frase escolhida mais a foto do local, peça ou objeto escolhido)

 2º colocado: 1 banner: 110 x 80 + 500 postais (contendo a frase escolhida mais a foto do local, peça ou objeto escolhido)

A solenidade de premiação acontecerá nas dependências da Mezzo Comunicações, localizada na Rua dos Estudantes, n° 15. Centro.

Cataguases, 10 de agosto de 2011

Fernando Cesário lança seu novo romance no próximo sábado

“Cristine me fascinava especialmente por algo nos olhos. (…) Mas havia qualquer coisa de extraordinário no modo como me espreitava”. (Os olhos vesgos de Maquiavel)

Lolita, do escritor russo Vladimir Nabokov, um dos romances mais polêmicos da literatura, conta a paixão de um homem muito mais velho por sua enteada adolescente, linda, sensual e audaciosa. O escritor cataguasense Fernando Cesário está lançando seu mais novo romance, Olhos vesgos de Maquiavel, em que um professor de meia idade, se apaixona por uma de suas alunas adolescente, linda, sensual e audaciosa. As semelhanças entre as duas obras, no entanto, terminam por aí. A moça em questão tem também muito de Capitu, a personagem de Machado de Assis em Dom Casmurro. Apesar de ser contada por um homem, nesta história ele é apenas coadjuvante, porque tudo gira e acontece em torno desta estudante, motivo que o  levou a compartilhar conosco esta sua experiência afetiva. Ao fim e ao cabo, podemos dizer que o livro é, sem dúvida, uma sensível homenagem à mulher.

Em “Olhos vesgos de Maquiavel” Fernando Cesário apresenta-nos Vicente, que narra com a quase precisão de um diário, seu envolvimento com uma moça muito jovem, Cristine, que tem atitudes e reações próprias de quem já adquiriu experiência e maturidade. O autor expõe em detalhes os conflitos interiores do narrador e suas limitações, mostrando em contrapartida e subliminarmente, o poder que a mulher exerce nas relações amorosas. ”Já trazia consigo a pimenta de uma mulher (…) Aos poucos, no entanto, se abeirava de volta a menina…” Cristine não é apenas forte e segura de seus atos. Ela é a síntese do que representa hoje a mulher em um relacionamento afetivo. “…ela, inalterada e plácida, não parecia se preocupar mi­nimamente, revelando extraordinário poder sobre suas emoções e impulsos”. É esta personalidade forte, distinta que nos faz crer que Cristine seja metade Lolita, metade Capitu. A primeira, mais volúpia e prazer, e a segunda, mais racional e estrategista, condições indispensáveis para compensar sua pouca idade e tomar as rédeas da situação.

Estamos, certamente, diante da melhor obra de Fernando Cesário, que anteriormente nos brindou com o premiado “Alma de Violino” e que agora posso dizer, sem medo de errar, era o prenúncio do que estava por vir com este excelente “Olhos vesgos de Maquiavel”.

Um livro enxuto, denso, e que oferece uma leitura prazerosa nos impulsionando a seguir adiante nas memórias de Vicentesobre seus sentimentos por Cristine, além de revelar suas fraquezas, medos, certezas e tudo o mais que envolve paixões avassaladoras. “O invisível é o ensaio do medo, o invisível”. E se todos nós um dia, vivenciamos uma paixão, ler este romance permite voltar os olhos para as nossas lembranças e, involuntariamente, nos vemos em determinadas situações narradas e, inconscientes, acabamos por fazer uma catarse de nós mesmos. Para quem acompanha a obra de Cesário, “Olhos vesgos de Maquiavel” não apenas confirma o grande escritor que é, como também pode ser considerado um divisor de águas em sua literatura, cada vez mais íntima, precisa e singela.

*Marcelo Lopes é jornalista e historiador.