Arquivo da categoria: FELICA

Matéria do Jornal Cataguases, de 18/11.

A 3ª edição do Festival Literário de Cataguases (Felica 2011), ocorrida entre os dias 9 e 12 de novembro, aproximou de vez a literatura da cidade. Com a presença de pessoas que vão desde a primeira edição, este ano o grande diferencial do Festival Literário de Cataguases foram os locais de realização dos eventos, a Casa de Cultura Simão e a Biblioteca Municipal Ascânio Lopes.

Durante os quatro dias de evento, o público se manteve fiel e presente às mesas temáticas das noites. No Felica para crianças, cerca de 500 crianças participaram das atividades realizadas na Biblioteca Municipal Ascânio Lopes, que dá também nome à Lei Municipal de Incentivo à Cultura que possibilitou a realização do Felica 2011.

Além das atividades literárias, a pedidos dos escritores foram realizadas visitas guiadas pela cidade que os encantou, como foi o caso do poeta Chacal que, ao visitar o Colégio Cataguases, afirmou: no painel “Tiradentes”, de Candido Portinari, de 1949, segundo ouviu dizer, a figura de João Silvério dos Reis, que traiu os inconfidentes (no painel, o que olha em outra direção), tinha os traços angulosos de Carlos Drummond de Andrade, uma vingança sutil do partido comunista brasileiro, por ter o poeta abandonado suas fileiras.

Ainda com as visitas, destacam-se a ida de Otávio Jr., “O livreiro do Alemão”, a uma escola municipal no bairro Leonardo, uma visita surpresa a professores e alunos da Escola Municipal Prefeito José Esteves e de Ana Paula Maia à “Cataguases de Luiz Ruffato”, à margem direita do rio.

Nesse ano, o Felica teve coo tema “A poesia da vida” e valorizou a produção poética deste gênero e alcançou números expressivos de público. A ideia é que para o próximo ano o Festival esteja no calendário oficial de eventos da cidade e que assim a literatura passe a ser elemento rotineiro dos cataguasenses.

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Mostra fotográfica “Cataguases em 2 tempos”

Projeto Art Museu. No Paço Municipal (Prefeitura de Cataguases – Praça Santa Rita, 462, Centro). Abertura dia 17/11, às 9h. Realização: Museu de Belas Artes de Cataguases e Ministério da Cultura. Patrocínio: Cia. Industrial Cataguases, Lei de Incentivo à Cultura. Apoio: Instituto Francisca de Souza Peixoto e Prefeitura Municipal de Cataguases.

Como mudar a vida de uma pessoa através da leitura foi o tema da última mesa do FELICA 2011

A última mesa de debates do FELICA 2011 tinha como tema “Como a leitura pode mudar a vida de um leitor?” e participaram da mesa a jornalista e editora da revista Ragga, publicação jovem do jornal Estado de Minas, Sabrina Abreu, e o escritor e idealizador do Movimento Por um Brasil Literário, Bartolomeu Campos de Queirós, mediados por Geraldo Filho, idealizador do Festival Literário de Cataguases.

Sabrina começou falando da ideia que teve há alguns anos ao criar um blog em que posta o “book do dia”, em ironia aos vários sites especializados em comentar o look do dia. Já Bartolomeu começou falando da importância da leitura do texto literário, o quão este é libertador e fez uma reflexão sobre a desvalorização do professor, peça fundamental no processo de formação de um leitor. “No estado de Minas Gerais, professores da rede estadual ficaram em greve reinvindicando melhores salários, como um aluno vai achar que o que o professor tem a passar para ele custa pouco mais de mil reais”.

Bartolomeu alertou ainda que a responsabilidade de se criarem novos leitores, em especial de textos literários, não pode ficar a cargo somente da escola. “A sociedade, de uma maneira geral, tem que se envolver. O que se pretente com esse Movimento é que ele se torne um projeto político. Que mude o nosso país, é um processo lento, mas necessário”.

Sabrina também deixou claro sua paixão pelo livro e pela militância por uma sociedade mais ciente da importância do livro.

Veja mais fotos da última mesa do FELICA 2011.

O FELICA conta com o patrocínio da Lei Municipal Ascânio Lopes.

Ana Paula Maia e Elias Fajardo falam de onde vêm as ideias de suas ficções

A mesa que abriu o último dia do FELICA 2011 refletiu sobre o processo de composição dos textos ficcionais. Ana Paula Maia e Elias Fajardo falaram como funcionam suas referências. Enquanto Elias busca uma prosa baseada em suas influências de quando ainda morava Tebas, distrito de Leopoldina, Ana Paula foca mais na pesquisa e desenvolvimento de uma narrativa mais densa e tensa.

Quando perguntados se ainda é possível escrever sem sofrer influências dos canônes, foram taxativos, não.  Ana Paula ainda causou risos na plateia quando disse que se fosse obrigada a escrever sobre uma cidade quente, Cataguases seria uma séria candidata. No entanto, a romancista revelou surprese e encantamente em estar na cidade de Luiz Ruffato e conhecer uma cidade que é cortada por um trem. “Me deu uma vontade de sair correndo e tirar uma foto do trem passando, ainda volto aqui para isso”, completou.

Veja algumas fotos.

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Em manhã de sábado, FELICA tem teatro em praça pública

A manhã de sábado começou muito diferente para a rotina dos que têm que resolver suas pendências em seu ia de folga. Na praça Chácara D. Catarina foi representada uma peça adaptada do livro “Sossego: o rato que queria ser morcego”, do escritor Luciano Sheikk, que também esteve presente conversou com os presentes na Casa de Leitura.

Todos que passavam pela praça paravam para assistir ao belo trabalho dos jovens atores da cidade de Ponte Nova.

Veja mais fotos da apresentação.

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3ª dia de Festival termina celebrando o fazer poético

Os poetas Chacal, Marcelo Benini e Ondjaki encerraram a terceira noite de atividades do FELICA tentando responder a uma árdua indagação: De que é feito um poeta?

Mediada pelo também poeta, Giovani Ramos, a mesa “Um poeta não se faz (só) com versos” fluiu bem e refletiu sobre o fazer poesia num mundo em que as pessoas preferem ler verdadeiros calhamaços de livros em prosa a poemas.

O poeta se faz de versos e reversos, na opinião de Chacal, além de analogias entre divulgar seus versos em mídia eletrônica como fazia nos anos 70 em mimeógrafo. Já Ondjaki e Marcelo Benini versaram sobre a importância da poesia desde a infância e como funciona o processo de criação de seus versos.

Veja alguns clicks da mesa.

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Debate sobre embriaguez e produção artística mexeu com o público na noite de sexta no FELICA

Com um tema que aflora discussões intermináveis e opiniões totalmente controversas, a noite de sexta-feira, 11, começou com os escritores José Geraldo Gouvêa e Miklós Palluch defendo suas visões sobre até que ponto a embriaguez influencia na concepção artística.

Miklós citou Freud que usava drogas com fins medicinais e o mediador, Enzo Menta, Benjamin, para sentir as mesmas sensações de Baudelaire. Em outros momentos, defenderam o uso das drogas como posição política e símbolo da contra cultura.

Tímida diante de vários embates, a plateia apenas assistia às explanações dos escritores na mesa. Ao término, o consenso reinou e José Geraldo e Miklós consentiram que não há, nem nunca houve, necessidade de se dopar para se criar uma obra de arte.

Veja imagens da mesa.

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Otávio Jr, “O livreiro do Alemão”, dá grandes contribuições para Cataguases

O escritor Otávio Jr, nascido no Complexo da Penha e que ficou conhecido com “O livreiro do Alemão”, marcou sua participação no FELICA 2011 sobretudo por suas atuações extraoficiais durante sua estada em Cataguases.

Após seu encontro com crianças de escolas públicas, Otávio, não satisfeito, decidiu ir até à Escola Municipal Prefeito José Esteves, no Bairro Leonardo, para fazer uma visita surpresa a alunos e professores daquele local. E de fato foi uma grande surpresa. Professores pediram ao Otávio e Geraldo Filho, idealizador e curador literário do FELICA, que olhem com mais carinho e atenção para a escola.

Sensibilizado com a forma com a qual foi recebido por todos, em especial, as crianças, Otávio, nitidamente emocionado, prometeu que, de sua parte, não será sua última visita à escola e que espera em breve voltar.

Confira outras fotos de Otávio Jr. no FELICA 2011.

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Cataguases fica encantada com Elisa Lucinda no FELICA

A noite de ontem do FELICA foi encerrada com um verdadeiro show de alegria, bom humor e descontração. A escritora Elisa Lucinda presenteou a todos com uma presença de palco marcante e com uma prosa (e poesia também) agradabilíssimas.

Aproveitando o tema da edição deste ano do Festival Literário de Cataguases, “A poesia da vida”, Elisa enumerou uma série de situações do nosso cotidiano em que põe a palavra como o elo mais importante da vida. Alternando histórias com recitais de poesias, contanto, inclusive, com participação do público, Elisa debruçou-se sob a ideia do “Poder da Palavra”, ainda cantou “Baião da Penha”, de Luiz Gonzaga, e terminou a noite com o poema “Só de sacanagem”

Mais imagens, clique aqui.

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FELICA no MGTV

Veja também o vídeo que foi ao ar aqui.