Debate sobre embriaguez e produção artística mexeu com o público na noite de sexta no FELICA

Com um tema que aflora discussões intermináveis e opiniões totalmente controversas, a noite de sexta-feira, 11, começou com os escritores José Geraldo Gouvêa e Miklós Palluch defendo suas visões sobre até que ponto a embriaguez influencia na concepção artística.

Miklós citou Freud que usava drogas com fins medicinais e o mediador, Enzo Menta, Benjamin, para sentir as mesmas sensações de Baudelaire. Em outros momentos, defenderam o uso das drogas como posição política e símbolo da contra cultura.

Tímida diante de vários embates, a plateia apenas assistia às explanações dos escritores na mesa. Ao término, o consenso reinou e José Geraldo e Miklós consentiram que não há, nem nunca houve, necessidade de se dopar para se criar uma obra de arte.

Veja imagens da mesa.

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Otávio Jr, “O livreiro do Alemão”, dá grandes contribuições para Cataguases

O escritor Otávio Jr, nascido no Complexo da Penha e que ficou conhecido com “O livreiro do Alemão”, marcou sua participação no FELICA 2011 sobretudo por suas atuações extraoficiais durante sua estada em Cataguases.

Após seu encontro com crianças de escolas públicas, Otávio, não satisfeito, decidiu ir até à Escola Municipal Prefeito José Esteves, no Bairro Leonardo, para fazer uma visita surpresa a alunos e professores daquele local. E de fato foi uma grande surpresa. Professores pediram ao Otávio e Geraldo Filho, idealizador e curador literário do FELICA, que olhem com mais carinho e atenção para a escola.

Sensibilizado com a forma com a qual foi recebido por todos, em especial, as crianças, Otávio, nitidamente emocionado, prometeu que, de sua parte, não será sua última visita à escola e que espera em breve voltar.

Confira outras fotos de Otávio Jr. no FELICA 2011.

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Cataguases fica encantada com Elisa Lucinda no FELICA

A noite de ontem do FELICA foi encerrada com um verdadeiro show de alegria, bom humor e descontração. A escritora Elisa Lucinda presenteou a todos com uma presença de palco marcante e com uma prosa (e poesia também) agradabilíssimas.

Aproveitando o tema da edição deste ano do Festival Literário de Cataguases, “A poesia da vida”, Elisa enumerou uma série de situações do nosso cotidiano em que põe a palavra como o elo mais importante da vida. Alternando histórias com recitais de poesias, contanto, inclusive, com participação do público, Elisa debruçou-se sob a ideia do “Poder da Palavra”, ainda cantou “Baião da Penha”, de Luiz Gonzaga, e terminou a noite com o poema “Só de sacanagem”

Mais imagens, clique aqui.

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FELICA no MGTV

Veja também o vídeo que foi ao ar aqui.

Roseana Murray fala para mais de 100 crianças no FELICA

Na tarde desta quinta-feira, 10, segundo dia do FELICA, mais de 100 crianças assistiram à apresentação da escritora infanto-juvenil Roseana Murray, na Biblioteca Municipal Ascânio Lopes. Entre estudantes de escolas públicas, particulares e de projetos sociais, Roseana falou durante cerca de 1h30min sobre seus livros, a importância da leitura e atendeu a todos com muita atenção e carinho.

A importância da obra de Roseana Murray é tão grande que atraiu o interesse de um grupo de estudantes de Pedagogia e da mídia televisiva. Confira algumas fotos aqui.

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Primeira atração do FELICA 2011 foi um sucesso

A 3ª edição do FELICA começou com a palestra da escritora de livros infantis Maria Vargas nesta quarta-feira, 09, na Biblioteca Ascânio Lopes, na Chácara Catarina.

O primeiro encontro do FELICA 2011 reuniu crianças da Escola Municipal Prefeito José Esteves e do Colégio Equipe, além do grupo de contação de história da Escola Municipal Carmelita Guimarães, Jovens Griouts, compostos por alunos do 6ª Ano do Ensino Fundamental.

Na avaliação da escritora Maria Vargas, foi uma  ótima oportunidade  de estar com crianças que tenham os olhos brilhando à procura de uma história que disperte sua imaginação. Ao término das atividades, foram sorteados alguns exemplares de seu último livro “Pira Poré” e distribuidos Manifestos do Projeto Brasil Literário, idealizado pelo poeta Bartolomeu Campos de Queirós, que também estará no Festival Literário de Cataguases.

Confira a galeria de fotos da primeira atração do FELICA 2011 clicando em aqui.

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FELICA no Tribuna de Minas, de Juiz de Fora

Matério do Jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte


Entrevista com o escritor Marcelo Benini

O poeta cataguasense radicado em Brasília, Marcelo Benini, em entrevista ao CataguasesViva, fala de como surgiu sua relação com a literatura, com Cataguases e de sua participação na 3ª edição do FELICA.

Marcelo participará da mesa “Um poeta não se faz (só) com versos”, juntamente com o poeta angolano Ondjaki e Chacal, na sexta-feira, 11, às 20h, na Casa Simão.

1) Quando começou seu contato com a literatura? A história literária de Cataguases influenciou de alguma maneira seu trabalho?

Marcelo: Minha lembrança de escrever poemas vem de quando tinha doze anos. Nesse sentido, penso que minha ligação com a literatura começou primeiro como autor, antes mesmo de me tornar um leitor assíduo.  Depois, por volta dos dezesseis, comecei a ler mais seriamente.

Meu contato com a literatura de Cataguases veio mais tarde. Pelo fato de ter saído da cidade com apenas quatro anos, não pude ter esse aprendizado na escola – imagino que a história cultural de Cataguases seja ensinada nas escolas daqui.  A primeira vez que ouvi falar da Revista Verde foi em uma matéria de jornal trazida até mim por meu pai. O assunto me interessou e comecei a pesquisar.

Tenho grande admiração e orgulho pela história cultural da cidade em que nasci. Sempre que posso conto essa história e as pessoas ficam perplexas com a intensidade de tudo que já aconteceu aqui, algo inesperado e inédito para uma cidade do interior do Brasil. Cataguases tem enorme influência na minha percepção do mundo e, consequentemente, em tudo que escrevo.

2) Como foi escrever e publicar seu primeiro livro de poesia “O Capim Sobre o Coleiro”?

Marcelo: Embora escreva desde garoto, a decisão de publicar um livro aconteceu um pouco tarde, aos quarenta anos. “O Capim Sobre o Coleiro” é, digamos assim, o resultado primeiro dessa trajetória. Alguns poemas remontam há mais de vinte anos, outros foram escritos recentemente.

Esse livro tem uma forte ligação com Cataguases, embora o nome da cidade não apareça em nenhum poema. Muitas coisas daqui me inspiraram, como as ruas de paralelepípedo, o trem, as gaiolas de passarinhos penduradas nos bares…  Não é um livro de reminiscências, mas nele eu falo da vida através dessas coisas que estão impregnadas na minha experiência.

 No meu segundo livro, que será lançado em 2012, a cidade também está muito presente.

 3) Como cataguasense, o que significa a realização de um evento como o FELICA em sua cidade natal?

Marcelo: Estou vivendo uma grande expectativa quanto a participar do Festival. O FELICA é mais um capítulo da importante história cultural de Cataguases. É resultado de toda uma tradição de grandes escritores, de gente que produziu um enorme acervo literário, que deve ser motivo de orgulho para toda a cidade. O Festival está resgatando tudo isso. Torço para que a cidade se envolva, que o Festival ganhe as ruas; que seja comentado e debatido nas casas, nas praças; que chegue ao conhecimento das crianças e dos jovens, enfim, que Cataguases não se negue a prosseguir nesse belíssimo destino de cidade cultural.

Matéria do FELICA no Jornal Cataguases